Ética, Políticas Públicas e Diplomacia Ambiental
contextualização e objectivos da unidade curricular

Objectivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes):
Compreender o processo de formação da revolução científica moderna, que deu origem, duplamente, à revolução industrial e a uma nova concepção da empresa científica orientada guiada pelo desempenho tecnológico e por objectivos de rentabilidade ligados à economia de mercado.
Investigar as raízes éticas da modernidade, nomeadamente a mudança de um padrão de ética estritamente humanista para um novo modelo de pensar ético capaz de integrar no seu seio o cuidado com o valor intrínseco e a integridade do ambiente.
Identificar os obstáculos epistemológicos e institucionais ao estabelecimento e implementação de sólidas políticas públicas capazes de enfrentar a crise ambiental e as crescentes ameaças das alterações climáticas.
Reconhecer a natureza cíclica da política internacional de ambiente, reflectida na dificuldade em estabelecer regimes internacionais efectivos, em particular no domínio das alterações climáticas.

Conteúdos programáticos:
A revolução científica moderna. Os trabalhos de Thomas More, Francis Bacon e Descartes relativamente ao papel da ciência como força motora no processo de concretização das promessas do pensamento utópico.
O nascimento da ética ambiental. De Thoreu até Aldo Leopold e Arne Naess. Peter Singer e Hans Jonas. Os limites do “ecocentrismo”.O impacto de uma ciência dominada pelas aplicações técnicas na “divisão das Duas Culturas”. O debate epistemológico. De Charles Snow a Thomas S. Kuhn e o conceito de “paradigma”. Jean-François Lyotard e as implicações filosóficas da pós-modernidade. Hannah Arendt e a necessidade de uma ciência do “regresso à terra”.
O complexo processo da formação das políticas internacionais de ambiente. Actores estaduais e não estaduais. O papel dos interesses instalados e das facções ideologicamente motivadas. O problema da implementação e monitorização dos tratados internacionais e respectivos protocolos. O caso da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as A.C.